junho 26, 2006

Nota. Foi escrito no sábado do dia 24/06, estou a 48 horas em atraso. Tempo. Uma outra historia. Acompanhe. Há possibilidades.


Quando nada é óbvio.

Qual é a sua lembrança mais antiga???

Após a morte, o filme mostra uma sala intermediária (momento da passagem), onde há a possibilidade de reviver uma única cena em vida.


“A impressão que tenho é que meu cérebro vai explodir, quanto menos informação se tem, mais se vive”. Qual é a sua válvula de escape? Sou muito sensibilizada, com tudo, às vezes busco o racional. Difícil. É fato. Algumas coisas que vejo, influenciam, ou positivamente ou negativamente.
E a 1ª reação orgânica a se manifestar ao pólo negativo é o enjôo. Sinto náuseas. Tenho vontade de vomitar.
A inquietação me incomoda. Há falta de concentração. Começo a sentir-me incomoda com um simples carrilhão a tocar, ou mesmo os fogos na rua, ou, o tic-tac do despertador. Começo a contar os minutos. A ansiedade corrompe-me. Preciso sair daqui. Preciso ser ouvida. Não me basta à rotina, e me traz um certo alivio ao mesmo tempo.

Tenho a impressão que o que nos mantém vivos está oculto no âmago de cada um. E o que nos motiva a viver é ir atrás dele. Porém nunca alcançá-lo. De fato, prolonga a vida.

Os responsáveis pelo departamento, também não compreendiam a finalidade das suas funções.
Um funcionário foi ao quarto de outra, ao entrar, se deparou com a janela em frente e lançou o seguinte comentário:- A lua está bela! Ela, retruca dizendo:- veio aqui me dizer isso? Ele saiu do quarto e já na escada diz-se a si mesmo; ela não me entendeu!

Os cômodos da casa estão gelados! Já não tenho pêlos, para, o arrepiado das pernas desnudas. É terrível ter que atravessar a saleta em busca de uma moringa d’água. Entre um cômodo e outro, fluem essas linhas. Confusas e pertinentes.

Parei o carrilhão. Quase toda à noite eu o paro. Escrevi a frase antes da ação. Fui. Se tudo fosse simples como o parar de um carrilhão, alivio eu sinto.

Estou irritada com o barulho de fora. Fui à janela para ver o que se passa. Dor. Há uma cantoria vindo do Rio Branco. Dor. Já são umas da manha. Dor. Ao retira-me da janela, dei-lhe uma topada com o dedinho do pé esquerdo no sofá. O causador. A mesma dor de outrora, quando o mesmo se partiu, num mesmo impacto provocado com o sofá. Menos intenso, dessa vez. Dor.

Os três dias se passaram, e os mortos com suas lembranças pré-elaboradas, passam por filmagens, aonde os mesmos carregarão consigo este eterno momento. Um dos funcionários, recebeu uma carta, de um dos falecidos, dizendo que ele sabia que o funcionário e sua esposa foram enamorados em vida, mesmo após a morte, todos os dias sua esposa visitava-o no tumulo, já casada. E mesmo assim, ele fazia questão de carregar consigo a imagem da esposa.

Kenai doxái = vazio

Apaguei antes mesmo de terminar....

6 Comments:

At 4:21 PM, Anonymous Anônimo said...

Gostei da estética.

Felicidades.

 
At 11:04 PM, Anonymous Anônimo said...

é... to com preguiça de ler, depois eu leio td ta marida linda hauahuahaha

bjs

 
At 1:02 AM, Anonymous Anônimo said...

Ida Maria Pimenta!

Venho atraves deste informar: Vc é fodaaaaaaa! A caca tá com saudades!! todos nós! beijos sua moleca atrevida!!!



J.Paulo

 
At 2:26 AM, Blogger o juiz said...

Alan Wrote :

Me recordou Fernando SAbino
ou seja, está mto bom !!!
Congratulações e desejo que a sídrome
do enjoo do blog não lhe alcance
ou seja minha cara
Não pare ! Não deixe a pena escorregar!
Vida longa e criativa para o 30 day´s on the weekend !

 
At 2:46 AM, Anonymous Anônimo said...

Ida!!
Que satisfação ver você pelo A Granel!
E que legal ver você agora de blog!!

Amei!

Um mega beijo melado do Will®

 
At 2:48 PM, Blogger Srta. Idda T. said...

Que gratificante é ver os amigos aqui reunidos!!!!

Felicissima, estou!

 

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