O hoje, eu o preparei no ontem. O aforismo antagônico, surgiu, em conciliados de palavras. A idéia inicial era outra. Despertei com a dúbia sede de idéias. Essa prevaleceu.
Mas então!... É como uma pessoa que destapa um frasco muito guardado, e se admira vendo o perfume evaporado, ficou toda pasmada de encontrar em seu coração o vazio. O que a levara então para ele?... Nem ela sabia...
Respirar o ar fresco faz bem. Retratar-se por traços malfadados, não é pertinente. Fazer o uso do anagrama, agrada duas vezes. Ah! Estes contos ditosos, saciam o bel prazer. A volúpia acirra a escrita, não se contradizem. Ousar. Extrair-lhe o sumo, ser sua sentença. Contudo, leio e releio.
Não ter nada o que fazer? A curiosidade romanesca e mórbida de ter um amante; mil vaidadezinhas inflamadas, um certo desejo físico... E sentira-a, porventura, essa felicidade, que dão os amores ilegítimos, de que tanto se fala nos romances, que faz esquecer tudo na vida, afrontar a morte, quase fazê-la amar? Todo o prazer que sentira ao principio, que lhe parecera ser o amor, vinha da novidade, do saborzinho delicioso de comer a maçã proibida, das condições do mistério do Paraíso, de outras circunstancias talvez...
Inacreditável. Quantas vezes mais? Essa questão de fundo psicológico, martela um pouco. É o mesmo que se dizer:- não coloques as mãos no fogo! Elas ardem, inflamam. Entretanto sobre avisos, vai e o faz! Eu avisei! Bem, lhe avisei! Não lhe agrada a sensação das palavras ao ouvido. Elas são inconciliáveis aos teus. E como dizer aos mudos? E como fazer o cego ver? Estás ali, em tua frente. Vás, anda! Faz o que tem que ser feito.
Onde estava o defeito? No amor mesmo talvez! É que o amor é essencialmente perecível, e na hora em que nasce começa a morrer. Só os começos são bons. Seria pois necessário estar sempre a começar, para poder sentir?...
Inconstante! Serve-se e abandona-se, como um limão espremido, e renovando assim constantemente a flor da sensação.
Como arde! Como queima! Fugi aos avisos...agora pago por eles. Eu me arrependo! Não há volta! Findado, foi. Num sutil devaneio, acometo. Longe as tentações! Longe as estão! Por ser o fim o mesmo, aprende-se a não queimar-se mais.


4 Comments:
Na dúvida posta os dois! Estou acompanhando o seu trabalho! Tô gostando de ver!
vaidade das vaidades
por isso estou alargando minha orelha
me perguntam o por quê disso,
eu sei a resposta
vaidade ^^
e vivas ao ego!
afinal, ele... somos nós !!!!
aháááááá!!! ói nóis aqui, uai!
bju bju bju. dps te leio e te linko.
OLha!!! Allan, Mauricio e o ser de outro planeta, marcando presença!!!
yeeeeeeep !
Postar um comentário
<< Home