Sem reestruturar. Recordar. A faltar os rabiscos.
Morrendo se foi um dia
Alguém que me fez chorar
As lágrimas, o pensamento
Na memória, o luar
Suave voz morena
Fez morada em meu coração
E enterrado foi aquele
Que um dia me estendeu a mão...
Refr.:
-Vivo da dor, a dor do amor
-Um dia se fez, no outro se foi...
Palavras escritas em 99. É o que eu me recordo. E queimadas em 2003.
Sou impar, impar, impar. Sem par.
Fivela, moeda e um cubo. A cabeceira da cama.
Chove lá fora.
Falha a caneta. Amontoados de panos me esquentam. Preciso de no mínimo, baixa iluminação. O fluir.
Sons variados. Variados sons.
A água batendo na telha. Na radio, uma canção qualquer. O respirar. E oculto está o grunhido. Cachorros uivam, estes grunhem. Ouçam, ouçam os pensamentos. Barulhos de latas, batendo. Deveras. É o aparador e suas tralhas empilhadas.
Preciso de um protetor auricular. Mas como emudecer as palavras da mente? Somente com a junção, papel e caneta. Porém, tudo é tão diverso e fluem tanto. Ouçam!
O cheiro. Eu não o sinto. Isso foi processado enquanto escrevo. Uma observação sobressalente daquele que se formou, junto com os demais órgãos, ainda no ventre uterino. O cérebro. O cheiro. Ouçam! Há repetição de palavras. Eu sei, é intencional. A tinta. A caneta. Redescobrir seu lugar. Enfrentando o dia-a-dia...
Obs. São validos os rascunhos, este por exemplo.


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