julho 03, 2006

O homem e a tempestade.

É noite. Seus olhos, não vêem nada. O que o guia é o rádio e a velha bússola.
O medo torna-se seu grande inimigo. O ruído se passa lá fora.
Ele está ficando velho e cansado. O espelho não mente.
Calça as botas, e com o jornal embaixo do braço, escolhe o melhor lugar a sombra para ler. Era preciso concertar a torneira, ele pensa. Adiante, está Tião, o dono das invenções. Ele pendura uma boneca inflável e arremessa-a do 10º andar. Ela, deslizante por sobre o fio.
Uma cama, um espelho. Os vultos assolam seus pensamentos. Não consegue dormir. Teve um pesadelo com a boneca do Tião, ela emitia sons por sua boca plástica, como quem quer dizer alguma coisa e não consegue. E o homem volta a dormir. Ah! A velha e boa sereia do mar, o visita, o solitário lobo. Ela não arrasta a calda, os passos percorrem a areia e ele a segue.
Seus olhos vêem o mar. A manhã está clara. Há movimentação no cais. A marina recebe as embarcações de desporto. As velhas embarcações atracam na estiva. O apear-se do comboio dos cargueiros, marinheiros a povoar.
O som que a mente apavora é o Jazz. Uma ultima lembrança precede o naufrágio.



Moon river, wider than a mile,

I'm crossing you in style, some day.

Oh,you dream maker, you heart breaker,

Wherever youre goin, Im goin your way.

Two drifters, off to see the world,

There's such a lot of world to see.

Were after the same rainbows end,

Waitin round the bend,

My huckleberry friend,

Moon river, and Me

2 Comments:

At 10:51 PM, Anonymous Anônimo said...

Parabéns!

 
At 10:54 PM, Anonymous Anônimo said...

Ler e logo após ouvir a Moon River na voz de Frank Sinatra é voltar no tempo!

 

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