agosto 05, 2006

Clara e a crise dos sexos I.

Dia desses Clarinha, a recém-formada analista de sistemas, faz uma auto-analise. Estou com 27 anos, carreira estável, amigos nota dez, uma modesta conta em banco, poucos investimentos, compras no mercado a fazer e espera aí....Homens! Não me recordo.
É. Clara, Clarinha, a fêmea bem sucedida, não se recordava da classe, cujo, o registro geral, faz questão de classificar e certificar o gênero assim chamado masculino. Gênero. Conjunto de seres com os mesmos caracteres essenciais. O problema está nos genes, a genética é a verdadeira culpada pela má formação desse conjunto de cromossomos, com uma virgula a mais, localizada abaixo do abdômen, salvo aqueles que ainda conseguem ver sua própria virgula. Mas, o foco não é a virgula, ou melhor, é, e não é, é aquele que a carrega, o homem. Homens. Clara e seus calorosos relacionamentos. Clara e seus prazerosos relacionamentos. Clara e seus dolorosos, penosos, ardilosos, relacionamentos. A cabeça de Clara foi a milhão. Voltemos ao assunto principal, homens.
Tarde agradável. Clara sem ter o que fazer, se apaixona pela Internet. O ócio, é o grande vilão da historia. Clara não escolhe a dedos, ela é a vitima. De certo que esse maníaco pervertido, com temperatura elevada, sedento por um traseiro novo, encontra a nossa querida (ela é querida), amiga, companheira de muitas tardes de prosas e a convida a teclar. Como bom malandro que é, a elogia, elogia e elogia. Clara com o ego inflado, rende-se as graças desse maníaco pervertido, tatuado, (fator novo), de alta temperatura e parte para um encontro menos virtual.
A conversa. Porque será que o homem aprende a ser cortês e esquece rapidamente após transar?
Antes da transa:
O ardiloso: - Você está linda, hoje!
A emocionalmente abalada: - Você acha?
O ardiloso: - o que prefere beber? Eu sugiro o vinho da casa!
A emocionalmente abalada ri delicadamente baixo e responde: - Você é refinado! Eu aceito o vinho!... Bem, não vem ao caso o longo trajeto da historia e sim o desfecho no motel. E como todo bom fumante, aquela tragadinha após a transa. Troca de telefones e o dia seguinte, depois do dia seguinte. E depois, e depois...
Ela apaixonada, ele o realizado.
Pára tudo.
Que porra é essa afinal das contas? Clara desespera-se ao sentir o distanciamento do senhor peitoral tatuado de admiráveis músculos e ele?
Ele estava obviamente à frente do seu personal computer, a pesquisar a próxima vítima.
Clara e suas transas mal fadadas. Outras questões vêm à cabeça. Será que é a sua idade (a falta de experiências)? Será que é a sua massa corpórea (dona de poucas curvas)? Será a sua conversa (franca de mais)? O que será? Afinal das contas a resposta está com eles e não com ela. Ela se consola em dizer batendo no peito: -Ele não era homem pra mim!
Clarinha dentro dessa atmosfera cruel e de discórdia, está fechada pra balanço! Promete nunca mais cair na lábia de malandro algum, mantém-se firme e forte, até conhecer o cara da padaria, e que bela padaria ele tem....

1 Comments:

At 5:55 PM, Blogger Fernanda Spala said...

Igual eu ouvi um gay falando dia desses:
Eu não quero só sexo. Sexo é uma coisa efêmera. Mete, mete, sua, acabou. Eu quero carinho, toque, calor. Eu quero beijo, abraço, olho no olho.

 

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