Cite, na pessoa de sua representante legal, residente a rua tal, de numero tal; e suas lagrimas a manchar o papel. Para os atos e termos da ação proposta conforme petição por copia em anexo. Intime-se o réu advertindo-o de que terá prazo de quinze dias para oferecimento de contestação.
Maria, lavadeira, mãe de Gabriel, sozinhos no mundo, sem ter para quem correr, desespera-se ao ler o oficio. Não sabia do que se tratava. Era leiga referente às forças judiciárias e sentira no âmago a enorme dor da perda.
“Cumpra-se, na forma e sob as penas da lei”.
Que crime grave teria a lavadeira acometido?
Os dias, para Maria eram os mesmos. A labuta inicia-se logo cedo. O pequeno Gabriel, em seu pequenino leito, já desperto, clama pela mãe que está no lado de fora da casinha, com seus enormes tachos a coara as benditas roupas brancas. Doce mãe fraterna. As mães são seres imensuráveis, com vossos corações de leões. Pára o que se está fazendo. A manhã é fria, congelante. Seus dedos estão dormentes. Tudo é tão difícil. Adentra a estreita porta, com seu enorme sorriso e o recebe em seus braços, o pequenino descalço que está a chorar.
O choro, não é um bom sinal. O pequenino Gabriel acordou com medo. A mãe, o envolve e em pouco tempo, o calor do ventre materno acalma-o. Eram dragões, enormes dragões, que queriam levar o pequeno para longe da mamãe. Calma. Foi-se o pesadelo. E tudo voltou ao normal na casinha de Maria, tudo menos a intuição.
O almoço sai por volta das 11.30h. o menino de banho tomado, com o seu pequeno uniforme engomado, senta por sobre a mesa. O cheiro é bom. A comida fora preparada com carinho. O pequeno prato, levado a mesa, continha uma colher de arroz para uma de feijão, algumas batatas e um pedaço de carne. O menino sentiu-se feliz. No outro, havia o necessário, assim dizia, Maria. Era preciso apenas de algumas colheres do branco arroz para mantê-la. O relógio soou o meio-dia. Estava na hora de levá-lo a escola. E Maria, abandona o seu sacrificante dia e leva o pequeno Gabriel para a escola. Na volta, a intuição a perturba. O que será, Maria? O que te norteia tanto? Nada sabia os seus vizinhos. Maria, em uma outra vida, tivera um caso com um curador. A vida que levava, era lá por se dizer, estável. Morava em uma cidade grande, na casa de pai e de mãe, com alguns gatos e um cão guardoso. Filha exemplar do senhor Lineu.
Moça direita, de boa educação, de poucas economias, conheceu a desgraça aos 17 anos. Um jovem, de mesma idade apaixona-se por Maria. Mal sabia o triste desfecho que a esperava. Em encontros infortúnios, Maria concebe o redentor. A desgraça cai por sobre as famílias. Os anos passam, Maria carrega nos ombros uma criança. Carrega nos ombros a culpa. Carrega nos ombros a desdita. Maria cuida do pequeno Gabriel como ninguém. O pai ausenta-se e a mãe enlouquece. Maria, não tem para onde ir. A essa altura, forma-se o “Curador”, aquele que desdém o brasão no peito e impele Maria a lhe entregar o rebento. Maria sai de cena. Consegue viver mais uns anos em paz. Seis é a idade do pequeno Gabriel.
Ele, brasileiro, casado, curador, portador da cédula de identidade RG sob o numero tal, e devidamente inscrito no CPF sob o numero de tal, residente e domiciliado na comarca... Maria não contem as lagrimas. A citação veio em mãos de um oficial da justiça. Tempo em que foi levar o pequeno Gabriel a escola e no regresso mais uma vez o infortúnio bate a porta. Rubrica. Agradece, assim aprendeu com a educação que teve. Vira-lhe a costa, adentra o “lar doce lar”. Lê. Relê. E tão pouco consegue conter as lagrimas. Pensa em seu futuro, ressalva o passado e crucifixa-se ao ter em seu seio o filho, Gabriel Jesus de Nazaré Carrasco.
30 day's on the weekend
junho 30, 2006
junho 29, 2006
Sim é raro.
É raro usá-la. Tão grande, pesada e macia. Eu prefiro as menores, joelhos a mostrar. As pequenas são mais leves. O fato, é que são menos envolventes, mais com boa pegada. Não interfere no desenrolar do corpo. Rápida, ao deslizar. Não se enrosca. Corroboro, não pesa.
A certa preferência, nem vem a ser a idade. Ambas são de mesma data. Uma é pomposa, a outra mais surrada. É o gosto. O doce gosto.
Um dia desses, cansei-me das pequenas. Envolvi-me com a grandalhona. Quanta moral! Macia. Felpuda. Pesada. Lamentável dizer, é pesada. Desajeitada que só. Quanto à agilidade deixa a desejar. O lugar é frio por natureza. O vapor que sobe aos poucos, enevoa e aquece o ambiente. Pronto. O destempero entre o calor e o frio, causa um certo frisson. Rápido! Ágil tem de ser! E mais uma vez, a encorpada se enrosca toda. Não consegue deslizar facilmente por entre as hastes. É preciso sair do enlevo em que se está, para ajudá-la. Meu corpo tórrido, gélido está. Ah! Mais o contato com o corpo, já a torna agradável de novo.
A sua enorme corpulência desliza por fio a fio. Seca-me. Esquenta-me. Envolve-me. Ainda sim é pesada. Um único movimento, ao chão está. Ensopada. Não serve para nada mesmo! Inútil. Volta ao seu lugar! Isso é só um sobreaviso. No amanha, substituírei-la novamente. A menor, a mais delicada, ocupa o seu conquistado lugar. A culpa? Minha, talvez. Eu não soube escolher. É tarde, para lamentações. Já está feito. E serviu-me somente ao uso, por umas vezes. Basta! Encontrei-me no jardim com a pequena. É o amor! Não pensei duas vezes em substituí-la. Ali a estava. Posta. Triunfante. Cheirosa. A outra, veio para os meus braços pela ultima vez. A envolvi, como tinha que ser. Caminhei e mais uns passos, e a toalha grande vai para a gaveta. Triste fim da toalha.
É raro usá-la. Tão grande, pesada e macia. Eu prefiro as menores, joelhos a mostrar. As pequenas são mais leves. O fato, é que são menos envolventes, mais com boa pegada. Não interfere no desenrolar do corpo. Rápida, ao deslizar. Não se enrosca. Corroboro, não pesa.
A certa preferência, nem vem a ser a idade. Ambas são de mesma data. Uma é pomposa, a outra mais surrada. É o gosto. O doce gosto.
Um dia desses, cansei-me das pequenas. Envolvi-me com a grandalhona. Quanta moral! Macia. Felpuda. Pesada. Lamentável dizer, é pesada. Desajeitada que só. Quanto à agilidade deixa a desejar. O lugar é frio por natureza. O vapor que sobe aos poucos, enevoa e aquece o ambiente. Pronto. O destempero entre o calor e o frio, causa um certo frisson. Rápido! Ágil tem de ser! E mais uma vez, a encorpada se enrosca toda. Não consegue deslizar facilmente por entre as hastes. É preciso sair do enlevo em que se está, para ajudá-la. Meu corpo tórrido, gélido está. Ah! Mais o contato com o corpo, já a torna agradável de novo.
A sua enorme corpulência desliza por fio a fio. Seca-me. Esquenta-me. Envolve-me. Ainda sim é pesada. Um único movimento, ao chão está. Ensopada. Não serve para nada mesmo! Inútil. Volta ao seu lugar! Isso é só um sobreaviso. No amanha, substituírei-la novamente. A menor, a mais delicada, ocupa o seu conquistado lugar. A culpa? Minha, talvez. Eu não soube escolher. É tarde, para lamentações. Já está feito. E serviu-me somente ao uso, por umas vezes. Basta! Encontrei-me no jardim com a pequena. É o amor! Não pensei duas vezes em substituí-la. Ali a estava. Posta. Triunfante. Cheirosa. A outra, veio para os meus braços pela ultima vez. A envolvi, como tinha que ser. Caminhei e mais uns passos, e a toalha grande vai para a gaveta. Triste fim da toalha.
junho 28, 2006
Passe livre
Enquanto isso na Alemanha, o time reserva da seleção brasileira se mostrou mais bem preparado que o titular...
Salvador:- Bom! O treino está acabando e nós temos que ir para frente do hotel!
Enquanto isso, Vitória tenta desesperadamente se comunicar com a mãe que está no Brasil...
- Ai! Secretária eletrônica...droga! Salvador! Segura o celular aqui! É o jogador Lucio...
- Eu vi você suando a beça lá no treino, pra tirar a bola dos reservas! Eles jogam muito, né, rapaz? Você não acha que o Parreira devia por eles jogando do seu lado?
Lucio:- Isso é uma decisão dele. E claro que, todos estão aqui, todos querem jogar!
(Os personagens, Vitória e Salvador, compõem a trama meramente fictícia, e unindo ao recurso fotográfico, a entrevista do jogador Lucio).
O celular de Vitória, põem-se a tocar...
- Alô!?
- Quem é que ta falando?
- Aqui é o Salvador! Segurança da seleção brasileira!
- O, seu Salvador! Posso saber o que o Sr. está fazendo com o telefone da minha filha? - O que o Sr. ta querendo, heim, seu Salvador?
- A Vitória está fazendo uma entrevista com o Lucio!
- Ta? Como assim? Sozinha? Como é que ela ta fazendo as perguntas?
Já gaguejando...: - No caso, eu tou, assim, fazendo a assistência! Fazendo uma tabelinha. Sabe como é que é!?
- Ahhhhh! Ce ta ciscando na área, né, Salvador?
- Não! Que isso! De forma alguma!
- Olha! Nem tenta me driblar, menino!...
Mais tarde, em uma mesa de restaurante...
- Eu sinto que o nosso time está crescendo na contenção!
- Ah! Papo furado, seu Salvador! Pra mim ta tudo lento! Tudo sem graça!
- Também, não dá pra chegar assim, logo de cara!
- E daí? Vai ficar nesse nhém, nhém, nhém? Cadê o encanto? Cadê a magia?
- É... você está certa! Agora é a hora (e ele se levanta, na direção dela)! Chega de esquentar o banco! Tem que entrar agora no jogo, e tem que ganhar de goleada!
- Salvador! Você precisa falar isso pro Parreira, e não pra mim!
- Pro professor? Falar o que?
- Isso o que você está me falando, oras!?!
- Se acha que ele vai nos ajudar?
- Salvador! Ele é o único que pode acabar com o nosso sofrimento!
- Meu, Deus! Garçom! Mais uma bebida pra mim..
No hotel da seleção...
- Professor (Salvador e umas doses a mais)! Professor Parreira! Eu sei que não ta na hora! Mais é que ta na sua mão! Eu não sei se o Sr. percebeu! Mais eu tou falando da Vitória! É só o Sr. que pode acabar com esse nosso sofrimento! Vê aí, o que o Sr. acha! Mais chega de ficar esquentando o banco! Ta na hora de entrar pra ganhar! De goleada! Irc! Fui claro? Irc! Boa noite...
No dia seguinte, Brasil x Japão, estádio de Dortmund, para a surpresa de todos, a seleção segue escalada com os reservas. Para a decepção, o Japão abre o placar com 1 gol de vantagem...
- Ah! Não acredito! Tava indo tão bem!!
- Calma, Vitória! Que a gente ainda vai virar esse jogo!
Uma bola invertida de Cicinho para Ronaldo e o gol. Gooooooool ! E mais um gol, e outro gol!!
- Salvador! Agora vai! Estou botando fé!
- Ah! Vai! Goooooooool!
- Cara! Eu vou te contar! Está super apaixonante a partida e...
O amor é lindo. Até nos estádios. Só precisava emplacar!
Enquanto isso na Alemanha, o time reserva da seleção brasileira se mostrou mais bem preparado que o titular...
Salvador:- Bom! O treino está acabando e nós temos que ir para frente do hotel!
Enquanto isso, Vitória tenta desesperadamente se comunicar com a mãe que está no Brasil...
- Ai! Secretária eletrônica...droga! Salvador! Segura o celular aqui! É o jogador Lucio...
- Eu vi você suando a beça lá no treino, pra tirar a bola dos reservas! Eles jogam muito, né, rapaz? Você não acha que o Parreira devia por eles jogando do seu lado?
Lucio:- Isso é uma decisão dele. E claro que, todos estão aqui, todos querem jogar!
(Os personagens, Vitória e Salvador, compõem a trama meramente fictícia, e unindo ao recurso fotográfico, a entrevista do jogador Lucio).
O celular de Vitória, põem-se a tocar...
- Alô!?
- Quem é que ta falando?
- Aqui é o Salvador! Segurança da seleção brasileira!
- O, seu Salvador! Posso saber o que o Sr. está fazendo com o telefone da minha filha? - O que o Sr. ta querendo, heim, seu Salvador?
- A Vitória está fazendo uma entrevista com o Lucio!
- Ta? Como assim? Sozinha? Como é que ela ta fazendo as perguntas?
Já gaguejando...: - No caso, eu tou, assim, fazendo a assistência! Fazendo uma tabelinha. Sabe como é que é!?
- Ahhhhh! Ce ta ciscando na área, né, Salvador?
- Não! Que isso! De forma alguma!
- Olha! Nem tenta me driblar, menino!...
Mais tarde, em uma mesa de restaurante...
- Eu sinto que o nosso time está crescendo na contenção!
- Ah! Papo furado, seu Salvador! Pra mim ta tudo lento! Tudo sem graça!
- Também, não dá pra chegar assim, logo de cara!
- E daí? Vai ficar nesse nhém, nhém, nhém? Cadê o encanto? Cadê a magia?
- É... você está certa! Agora é a hora (e ele se levanta, na direção dela)! Chega de esquentar o banco! Tem que entrar agora no jogo, e tem que ganhar de goleada!
- Salvador! Você precisa falar isso pro Parreira, e não pra mim!
- Pro professor? Falar o que?
- Isso o que você está me falando, oras!?!
- Se acha que ele vai nos ajudar?
- Salvador! Ele é o único que pode acabar com o nosso sofrimento!
- Meu, Deus! Garçom! Mais uma bebida pra mim..
No hotel da seleção...
- Professor (Salvador e umas doses a mais)! Professor Parreira! Eu sei que não ta na hora! Mais é que ta na sua mão! Eu não sei se o Sr. percebeu! Mais eu tou falando da Vitória! É só o Sr. que pode acabar com esse nosso sofrimento! Vê aí, o que o Sr. acha! Mais chega de ficar esquentando o banco! Ta na hora de entrar pra ganhar! De goleada! Irc! Fui claro? Irc! Boa noite...
No dia seguinte, Brasil x Japão, estádio de Dortmund, para a surpresa de todos, a seleção segue escalada com os reservas. Para a decepção, o Japão abre o placar com 1 gol de vantagem...
- Ah! Não acredito! Tava indo tão bem!!
- Calma, Vitória! Que a gente ainda vai virar esse jogo!
Uma bola invertida de Cicinho para Ronaldo e o gol. Gooooooool ! E mais um gol, e outro gol!!
- Salvador! Agora vai! Estou botando fé!
- Ah! Vai! Goooooooool!
- Cara! Eu vou te contar! Está super apaixonante a partida e...
O amor é lindo. Até nos estádios. Só precisava emplacar!
junho 27, 2006
O hoje, eu o preparei no ontem. O aforismo antagônico, surgiu, em conciliados de palavras. A idéia inicial era outra. Despertei com a dúbia sede de idéias. Essa prevaleceu.
Mas então!... É como uma pessoa que destapa um frasco muito guardado, e se admira vendo o perfume evaporado, ficou toda pasmada de encontrar em seu coração o vazio. O que a levara então para ele?... Nem ela sabia...
Respirar o ar fresco faz bem. Retratar-se por traços malfadados, não é pertinente. Fazer o uso do anagrama, agrada duas vezes. Ah! Estes contos ditosos, saciam o bel prazer. A volúpia acirra a escrita, não se contradizem. Ousar. Extrair-lhe o sumo, ser sua sentença. Contudo, leio e releio.
Não ter nada o que fazer? A curiosidade romanesca e mórbida de ter um amante; mil vaidadezinhas inflamadas, um certo desejo físico... E sentira-a, porventura, essa felicidade, que dão os amores ilegítimos, de que tanto se fala nos romances, que faz esquecer tudo na vida, afrontar a morte, quase fazê-la amar? Todo o prazer que sentira ao principio, que lhe parecera ser o amor, vinha da novidade, do saborzinho delicioso de comer a maçã proibida, das condições do mistério do Paraíso, de outras circunstancias talvez...
Inacreditável. Quantas vezes mais? Essa questão de fundo psicológico, martela um pouco. É o mesmo que se dizer:- não coloques as mãos no fogo! Elas ardem, inflamam. Entretanto sobre avisos, vai e o faz! Eu avisei! Bem, lhe avisei! Não lhe agrada a sensação das palavras ao ouvido. Elas são inconciliáveis aos teus. E como dizer aos mudos? E como fazer o cego ver? Estás ali, em tua frente. Vás, anda! Faz o que tem que ser feito.
Onde estava o defeito? No amor mesmo talvez! É que o amor é essencialmente perecível, e na hora em que nasce começa a morrer. Só os começos são bons. Seria pois necessário estar sempre a começar, para poder sentir?...
Inconstante! Serve-se e abandona-se, como um limão espremido, e renovando assim constantemente a flor da sensação.
Como arde! Como queima! Fugi aos avisos...agora pago por eles. Eu me arrependo! Não há volta! Findado, foi. Num sutil devaneio, acometo. Longe as tentações! Longe as estão! Por ser o fim o mesmo, aprende-se a não queimar-se mais.
Mas então!... É como uma pessoa que destapa um frasco muito guardado, e se admira vendo o perfume evaporado, ficou toda pasmada de encontrar em seu coração o vazio. O que a levara então para ele?... Nem ela sabia...
Respirar o ar fresco faz bem. Retratar-se por traços malfadados, não é pertinente. Fazer o uso do anagrama, agrada duas vezes. Ah! Estes contos ditosos, saciam o bel prazer. A volúpia acirra a escrita, não se contradizem. Ousar. Extrair-lhe o sumo, ser sua sentença. Contudo, leio e releio.
Não ter nada o que fazer? A curiosidade romanesca e mórbida de ter um amante; mil vaidadezinhas inflamadas, um certo desejo físico... E sentira-a, porventura, essa felicidade, que dão os amores ilegítimos, de que tanto se fala nos romances, que faz esquecer tudo na vida, afrontar a morte, quase fazê-la amar? Todo o prazer que sentira ao principio, que lhe parecera ser o amor, vinha da novidade, do saborzinho delicioso de comer a maçã proibida, das condições do mistério do Paraíso, de outras circunstancias talvez...
Inacreditável. Quantas vezes mais? Essa questão de fundo psicológico, martela um pouco. É o mesmo que se dizer:- não coloques as mãos no fogo! Elas ardem, inflamam. Entretanto sobre avisos, vai e o faz! Eu avisei! Bem, lhe avisei! Não lhe agrada a sensação das palavras ao ouvido. Elas são inconciliáveis aos teus. E como dizer aos mudos? E como fazer o cego ver? Estás ali, em tua frente. Vás, anda! Faz o que tem que ser feito.
Onde estava o defeito? No amor mesmo talvez! É que o amor é essencialmente perecível, e na hora em que nasce começa a morrer. Só os começos são bons. Seria pois necessário estar sempre a começar, para poder sentir?...
Inconstante! Serve-se e abandona-se, como um limão espremido, e renovando assim constantemente a flor da sensação.
Como arde! Como queima! Fugi aos avisos...agora pago por eles. Eu me arrependo! Não há volta! Findado, foi. Num sutil devaneio, acometo. Longe as tentações! Longe as estão! Por ser o fim o mesmo, aprende-se a não queimar-se mais.
junho 26, 2006
Nota. Foi escrito no sábado do dia 24/06, estou a 48 horas em atraso. Tempo. Uma outra historia. Acompanhe. Há possibilidades.
Quando nada é óbvio.
Qual é a sua lembrança mais antiga???
Após a morte, o filme mostra uma sala intermediária (momento da passagem), onde há a possibilidade de reviver uma única cena em vida.
“A impressão que tenho é que meu cérebro vai explodir, quanto menos informação se tem, mais se vive”. Qual é a sua válvula de escape? Sou muito sensibilizada, com tudo, às vezes busco o racional. Difícil. É fato. Algumas coisas que vejo, influenciam, ou positivamente ou negativamente.
E a 1ª reação orgânica a se manifestar ao pólo negativo é o enjôo. Sinto náuseas. Tenho vontade de vomitar.
A inquietação me incomoda. Há falta de concentração. Começo a sentir-me incomoda com um simples carrilhão a tocar, ou mesmo os fogos na rua, ou, o tic-tac do despertador. Começo a contar os minutos. A ansiedade corrompe-me. Preciso sair daqui. Preciso ser ouvida. Não me basta à rotina, e me traz um certo alivio ao mesmo tempo.
Tenho a impressão que o que nos mantém vivos está oculto no âmago de cada um. E o que nos motiva a viver é ir atrás dele. Porém nunca alcançá-lo. De fato, prolonga a vida.
Os responsáveis pelo departamento, também não compreendiam a finalidade das suas funções.
Um funcionário foi ao quarto de outra, ao entrar, se deparou com a janela em frente e lançou o seguinte comentário:- A lua está bela! Ela, retruca dizendo:- veio aqui me dizer isso? Ele saiu do quarto e já na escada diz-se a si mesmo; ela não me entendeu!
Os cômodos da casa estão gelados! Já não tenho pêlos, para, o arrepiado das pernas desnudas. É terrível ter que atravessar a saleta em busca de uma moringa d’água. Entre um cômodo e outro, fluem essas linhas. Confusas e pertinentes.
Parei o carrilhão. Quase toda à noite eu o paro. Escrevi a frase antes da ação. Fui. Se tudo fosse simples como o parar de um carrilhão, alivio eu sinto.
Estou irritada com o barulho de fora. Fui à janela para ver o que se passa. Dor. Há uma cantoria vindo do Rio Branco. Dor. Já são umas da manha. Dor. Ao retira-me da janela, dei-lhe uma topada com o dedinho do pé esquerdo no sofá. O causador. A mesma dor de outrora, quando o mesmo se partiu, num mesmo impacto provocado com o sofá. Menos intenso, dessa vez. Dor.
Os três dias se passaram, e os mortos com suas lembranças pré-elaboradas, passam por filmagens, aonde os mesmos carregarão consigo este eterno momento. Um dos funcionários, recebeu uma carta, de um dos falecidos, dizendo que ele sabia que o funcionário e sua esposa foram enamorados em vida, mesmo após a morte, todos os dias sua esposa visitava-o no tumulo, já casada. E mesmo assim, ele fazia questão de carregar consigo a imagem da esposa.
Kenai doxái = vazio
Apaguei antes mesmo de terminar....
Quando nada é óbvio.
Qual é a sua lembrança mais antiga???
Após a morte, o filme mostra uma sala intermediária (momento da passagem), onde há a possibilidade de reviver uma única cena em vida.
“A impressão que tenho é que meu cérebro vai explodir, quanto menos informação se tem, mais se vive”. Qual é a sua válvula de escape? Sou muito sensibilizada, com tudo, às vezes busco o racional. Difícil. É fato. Algumas coisas que vejo, influenciam, ou positivamente ou negativamente.
E a 1ª reação orgânica a se manifestar ao pólo negativo é o enjôo. Sinto náuseas. Tenho vontade de vomitar.
A inquietação me incomoda. Há falta de concentração. Começo a sentir-me incomoda com um simples carrilhão a tocar, ou mesmo os fogos na rua, ou, o tic-tac do despertador. Começo a contar os minutos. A ansiedade corrompe-me. Preciso sair daqui. Preciso ser ouvida. Não me basta à rotina, e me traz um certo alivio ao mesmo tempo.
Tenho a impressão que o que nos mantém vivos está oculto no âmago de cada um. E o que nos motiva a viver é ir atrás dele. Porém nunca alcançá-lo. De fato, prolonga a vida.
Os responsáveis pelo departamento, também não compreendiam a finalidade das suas funções.
Um funcionário foi ao quarto de outra, ao entrar, se deparou com a janela em frente e lançou o seguinte comentário:- A lua está bela! Ela, retruca dizendo:- veio aqui me dizer isso? Ele saiu do quarto e já na escada diz-se a si mesmo; ela não me entendeu!
Os cômodos da casa estão gelados! Já não tenho pêlos, para, o arrepiado das pernas desnudas. É terrível ter que atravessar a saleta em busca de uma moringa d’água. Entre um cômodo e outro, fluem essas linhas. Confusas e pertinentes.
Parei o carrilhão. Quase toda à noite eu o paro. Escrevi a frase antes da ação. Fui. Se tudo fosse simples como o parar de um carrilhão, alivio eu sinto.
Estou irritada com o barulho de fora. Fui à janela para ver o que se passa. Dor. Há uma cantoria vindo do Rio Branco. Dor. Já são umas da manha. Dor. Ao retira-me da janela, dei-lhe uma topada com o dedinho do pé esquerdo no sofá. O causador. A mesma dor de outrora, quando o mesmo se partiu, num mesmo impacto provocado com o sofá. Menos intenso, dessa vez. Dor.
Os três dias se passaram, e os mortos com suas lembranças pré-elaboradas, passam por filmagens, aonde os mesmos carregarão consigo este eterno momento. Um dos funcionários, recebeu uma carta, de um dos falecidos, dizendo que ele sabia que o funcionário e sua esposa foram enamorados em vida, mesmo após a morte, todos os dias sua esposa visitava-o no tumulo, já casada. E mesmo assim, ele fazia questão de carregar consigo a imagem da esposa.
Kenai doxái = vazio
Apaguei antes mesmo de terminar....

