30 day's on the weekend
julho 13, 2006
A piscina assombrada
A um certo tempo atrás, no colégio Santa Terezinha de Osasco, coisas sinistras estavam ocorrendo.
Após as aulas, um grupo de amigos reuniu-se em uma sala desativada do externato, para discutirem o misterioso fato que assolava as dependências da piscina...
Sexta-feira, julho de 2003.
Paulo e Ana, e os demais amigos, saíram da sala de aula e se encontraram numa saleta desativada. Era uma sala de manutenção. Havia muito material, coisas antigas, como moveis, materiais de limpeza e jardinagem, um antigo projetor e muita sujeira faziam parte daquele cenário bizarro.
Todos sabiam que ao final daquela tarde, o regresso para casa os aguardavam, mais não naquele dia. Os cincos amigos, combinaram entre si de inventar desculpas para seus familiares. A reunião começa, Mateus diz:
- Você, Paulo. O que falou?
- Eu disse que estava indo para a casa da minha avó no interior, essa desculpa sempre funciona e você Ana?
- Eu, que estaria na casa das gêmeas Paty e Sofia.
- E vocês, gêmeas? Que estaríamos na casa da Ana.
- Ai!! Isso não vai dar certo!
- Claro que vai Mateus! Diz, Ana.
- E se um dos pais entrar em contato uns com os outros?
- Ta certo! Não pensamos nessa hipótese! E você, qual foi a sua desculpa? Diz, Ana.
- Que estaria acampando...
- Temos que estar aqui hoje à noite. Isto significa não sair do colégio.
- Hoje é a grande noite de desvendar este mistério. Conclui, Mateus.
O ano 1980.
Voltando no tempo, precisamente para o dia 4 julho, um grupo de amigos comemorava o festivo dia nas dependências do colégio. Regados a vinho, wisk e cerveja, os jovens impulsionados pelo divertimento vão para o salão da piscina. Mais o inesperado ocorreu. Uma das jovens ao ser arremessada para dentro da piscina, sem saber nadar afoga-se e vai ao fundo. Os demais estavam muito bêbados e não perceberam o desaparecimento da garota.
O lugar não era de acesso. Todas as atividades do colégio se encerravam às 18h e um único vigilante percorria a escola como uma alma penada, a não ser naquela noite.
No dia seguinte, antes das aulas começarem, uma multidão cercava o colégio, para ver o corpo que fora achado sobre as águas.
Desde aquele fatídico dia, a escola não foi mais a mesma. A piscina foi interditada. Há quem diz que o lugar se tornou assombrado, e que na noite do dia 4 de julho, ouve-se um barulho, parecido com o afogamento da jovem.
- Eu não acredito nesta besteira!
- Mateus! Porque veio então? Diz Paulo.
- Não está mais aqui quem falou! Replicou, Mateus.
À tarde se encerrou. O começo da noite, via-se ao longe os fogos de artifício cruzarem o céu. Estava uma noite quente e não havia ninguém a vigiar, a não ser as câmeras de vigilância, que com uma falha no circuito interno, cortaram a energia do lugar.
Lanternas nas mãos e alguns instrumentos cortantes, os cincos jovens se encorajam a sair da sala de manutenção. O medo toma conta.
Ao entrarem no salão da piscina, nota-se um certo silencio, até o mesmo ser interrompido...
- Eu vou embora daqui!
- Calma, Ana! Calma! Agora não tem mais volta! Diz, Paulo a segurar sua mão.
- E se nos acontecer alguma coisa?
- Paty! Vocês são em duas! Não há grandes problemas! É só uma fingir em ser a outra! Diz, Mateus.
- Engraçadinho!
O calafrio aumentava ainda mais com o passar das horas. De repente, ouve-se um baralho, vinha do fundo do salão. De dentro da piscina, bolhas de ar sobem a superfície, os jovens não acreditavam no que estavam vendo. O corpo submerso da jovem Ana estava novamente na piscina. Ana, não se encontrava mais ao lado de Paulo.
A um certo tempo atrás, no colégio Santa Terezinha de Osasco, coisas sinistras estavam ocorrendo.
Após as aulas, um grupo de amigos reuniu-se em uma sala desativada do externato, para discutirem o misterioso fato que assolava as dependências da piscina...
Sexta-feira, julho de 2003.
Paulo e Ana, e os demais amigos, saíram da sala de aula e se encontraram numa saleta desativada. Era uma sala de manutenção. Havia muito material, coisas antigas, como moveis, materiais de limpeza e jardinagem, um antigo projetor e muita sujeira faziam parte daquele cenário bizarro.
Todos sabiam que ao final daquela tarde, o regresso para casa os aguardavam, mais não naquele dia. Os cincos amigos, combinaram entre si de inventar desculpas para seus familiares. A reunião começa, Mateus diz:
- Você, Paulo. O que falou?
- Eu disse que estava indo para a casa da minha avó no interior, essa desculpa sempre funciona e você Ana?
- Eu, que estaria na casa das gêmeas Paty e Sofia.
- E vocês, gêmeas? Que estaríamos na casa da Ana.
- Ai!! Isso não vai dar certo!
- Claro que vai Mateus! Diz, Ana.
- E se um dos pais entrar em contato uns com os outros?
- Ta certo! Não pensamos nessa hipótese! E você, qual foi a sua desculpa? Diz, Ana.
- Que estaria acampando...
- Temos que estar aqui hoje à noite. Isto significa não sair do colégio.
- Hoje é a grande noite de desvendar este mistério. Conclui, Mateus.
O ano 1980.
Voltando no tempo, precisamente para o dia 4 julho, um grupo de amigos comemorava o festivo dia nas dependências do colégio. Regados a vinho, wisk e cerveja, os jovens impulsionados pelo divertimento vão para o salão da piscina. Mais o inesperado ocorreu. Uma das jovens ao ser arremessada para dentro da piscina, sem saber nadar afoga-se e vai ao fundo. Os demais estavam muito bêbados e não perceberam o desaparecimento da garota.
O lugar não era de acesso. Todas as atividades do colégio se encerravam às 18h e um único vigilante percorria a escola como uma alma penada, a não ser naquela noite.
No dia seguinte, antes das aulas começarem, uma multidão cercava o colégio, para ver o corpo que fora achado sobre as águas.
Desde aquele fatídico dia, a escola não foi mais a mesma. A piscina foi interditada. Há quem diz que o lugar se tornou assombrado, e que na noite do dia 4 de julho, ouve-se um barulho, parecido com o afogamento da jovem.
- Eu não acredito nesta besteira!
- Mateus! Porque veio então? Diz Paulo.
- Não está mais aqui quem falou! Replicou, Mateus.
À tarde se encerrou. O começo da noite, via-se ao longe os fogos de artifício cruzarem o céu. Estava uma noite quente e não havia ninguém a vigiar, a não ser as câmeras de vigilância, que com uma falha no circuito interno, cortaram a energia do lugar.
Lanternas nas mãos e alguns instrumentos cortantes, os cincos jovens se encorajam a sair da sala de manutenção. O medo toma conta.
Ao entrarem no salão da piscina, nota-se um certo silencio, até o mesmo ser interrompido...
- Eu vou embora daqui!
- Calma, Ana! Calma! Agora não tem mais volta! Diz, Paulo a segurar sua mão.
- E se nos acontecer alguma coisa?
- Paty! Vocês são em duas! Não há grandes problemas! É só uma fingir em ser a outra! Diz, Mateus.
- Engraçadinho!
O calafrio aumentava ainda mais com o passar das horas. De repente, ouve-se um baralho, vinha do fundo do salão. De dentro da piscina, bolhas de ar sobem a superfície, os jovens não acreditavam no que estavam vendo. O corpo submerso da jovem Ana estava novamente na piscina. Ana, não se encontrava mais ao lado de Paulo.
julho 12, 2006
O amanhã de Maria, parte 4.
Ela mulher, uma guerreira, segue seu destino por traços sinuosos. Conforme ouvira a explicação do dia anterior, o itinerário era o advogado do largo São Bento.
Uma enorme ladeira. A rua começa na travessa Cruz Almada e termina no largo. De jeans surrado, camiseta de gola e sandálias de dedo, ela, Maria, tem a tira colo à bolsa, uma pasta com os seus documentos e alguns trocados para o dia. O bairro é central, a mais antiga das ladeiras. O dia está quente e Maria começa o calvário. Não era fácil subir a São Bento. Mulher de pouco peso e de muita coragem. Enfrenta com garra, Maria. Seus olhos seguem a linha do chão. Tenta não olhar para o alto, para não se intimidar. E a ladeira vai chegando ao seu fim. O numero 466 do largo. O horário passa do meio dia. Carros que circulam, pessoas com seus passos frenéticos, barulho, o caos. Mais uma vez o olhar de Maria sai de cena. O olhar desprendido e solitário, mancha uma paisagem distorcida, a venerar preocupações. Sente ser sufocada e pressionada por tudo aquilo. Sem voz para o mundo, sente em seu âmago o formar do clamor. É o final da rua, à frente o largo.
A estridente campainha faz a anunciação de Maria.
Uma senhora gorda é quem a atende. Adentra ao recinto a espera daquele que a representaria judicialmente. No jornal de hoje, o tema das grandes cidades, a violência. Uma guerra contra o estado, à morte de cabos, soldados e sargentos, substitui a vida dos civis, mais não poupa a vida humana.
Cabo PM Wilson de Jesus Santos morto no dia 13, separado uma filha.
Terceiro Sargento PM José Messias, morto no dia 13, casado, um filho.
Soldado PM do Corpo de Bombeiro João de Deus, morto no dia 13, casado.
Segue a nota.
Ela mulher, uma guerreira, segue seu destino por traços sinuosos. Conforme ouvira a explicação do dia anterior, o itinerário era o advogado do largo São Bento.
Uma enorme ladeira. A rua começa na travessa Cruz Almada e termina no largo. De jeans surrado, camiseta de gola e sandálias de dedo, ela, Maria, tem a tira colo à bolsa, uma pasta com os seus documentos e alguns trocados para o dia. O bairro é central, a mais antiga das ladeiras. O dia está quente e Maria começa o calvário. Não era fácil subir a São Bento. Mulher de pouco peso e de muita coragem. Enfrenta com garra, Maria. Seus olhos seguem a linha do chão. Tenta não olhar para o alto, para não se intimidar. E a ladeira vai chegando ao seu fim. O numero 466 do largo. O horário passa do meio dia. Carros que circulam, pessoas com seus passos frenéticos, barulho, o caos. Mais uma vez o olhar de Maria sai de cena. O olhar desprendido e solitário, mancha uma paisagem distorcida, a venerar preocupações. Sente ser sufocada e pressionada por tudo aquilo. Sem voz para o mundo, sente em seu âmago o formar do clamor. É o final da rua, à frente o largo.
A estridente campainha faz a anunciação de Maria.
Uma senhora gorda é quem a atende. Adentra ao recinto a espera daquele que a representaria judicialmente. No jornal de hoje, o tema das grandes cidades, a violência. Uma guerra contra o estado, à morte de cabos, soldados e sargentos, substitui a vida dos civis, mais não poupa a vida humana.
Cabo PM Wilson de Jesus Santos morto no dia 13, separado uma filha.
Terceiro Sargento PM José Messias, morto no dia 13, casado, um filho.
Soldado PM do Corpo de Bombeiro João de Deus, morto no dia 13, casado.
Segue a nota.
julho 11, 2006
A saga de Maria, parte 3.
O amanhã se fez do ontem. A procuradoria geral. O cartaz era bem claro quanto ao horário de funcionamento (de segunda a quinta das 14h às 16h). O lugar encontrava-se na região central. Um casarão antigo cheirando a mofo, velhos móveis e assoalho carcomido por cupins; já na entrada um homem fardado entregando as senhas, a de Maria era a de numero 55.
O descaso. Amontoados de pessoas em uma saleta cúbica a esperar pelo atendimento. Velhos, gestantes, mães com suas crianças e poucos acentos. A longa espera. Três era o numero de funcionários, a atender. O homem fardado e suas múltiplas funções, alem de senhas era o responsável por guardar o patrimônio, estabelecer a ordem e organizar os que estavam ali presentes. À direita, dois guichês. Um dos atendentes pára o que se está fazendo para atender ao telefonema particular, o celular. Era de suma importância dar prioridade a aquela ligação, se não como saber onde estaria a cúpula logo após o exaustivo expediente.
O cansaço mistura-se a faces, a expressões de preocupação. O falatório, as ações judiciais, as pensões não pagas um misto daquele lugar apreensivo. Um jovem condutor com seu veiculo a rua, desvia a atenção, faz uma graça e os comentários mudam:
- Olha lá, é batida!
- Não, não deve ser. Eu não escutei o pá da batida!
- Deve ser algum perturbado!
- É cantou o pneu. Foi só isso!
A fome avisa ao estomago de Maria. Já se passavam algumas horas da ultima refeição. Uma senhora a olhar o relógio de pulso, de cabelos negros, presos ao alto da cabeça, usando uma saia até o joelho, blusa de alpaca, um casaquinho por sobre os ombros, carrega uma pequena bolsa amarela e uma pasta de elástico azul. Começa a chover lá fora. A expressão de preocupação da senhora se acentua. Pessoas não paravam de chegar ao local. Casos aos montes. Inúmeras consultas ao dia, acúmulo de papéis sobre o balcão e tantas outras questões pendentes a resolver. Há pressa, porém, a justiça é lenta.
Duas horas já se passaram e o numero correspondente à espera caíra para o numero vinte.
Era a vez da senhora do relógio. Com muito esmero, levanta-se devagar do banco. Aparentava ter 70 anos, sofridos. Não se demora e quando sai da sala, a expressão de sua face cansada não era boa. Ficou uns minutos a olhar a chuva que cai e retirando o guarda-chuva da bolsa seguiu para a rua, até desaparecer.
O amanhã se fez do ontem. A procuradoria geral. O cartaz era bem claro quanto ao horário de funcionamento (de segunda a quinta das 14h às 16h). O lugar encontrava-se na região central. Um casarão antigo cheirando a mofo, velhos móveis e assoalho carcomido por cupins; já na entrada um homem fardado entregando as senhas, a de Maria era a de numero 55.
O descaso. Amontoados de pessoas em uma saleta cúbica a esperar pelo atendimento. Velhos, gestantes, mães com suas crianças e poucos acentos. A longa espera. Três era o numero de funcionários, a atender. O homem fardado e suas múltiplas funções, alem de senhas era o responsável por guardar o patrimônio, estabelecer a ordem e organizar os que estavam ali presentes. À direita, dois guichês. Um dos atendentes pára o que se está fazendo para atender ao telefonema particular, o celular. Era de suma importância dar prioridade a aquela ligação, se não como saber onde estaria a cúpula logo após o exaustivo expediente.
O cansaço mistura-se a faces, a expressões de preocupação. O falatório, as ações judiciais, as pensões não pagas um misto daquele lugar apreensivo. Um jovem condutor com seu veiculo a rua, desvia a atenção, faz uma graça e os comentários mudam:
- Olha lá, é batida!
- Não, não deve ser. Eu não escutei o pá da batida!
- Deve ser algum perturbado!
- É cantou o pneu. Foi só isso!
A fome avisa ao estomago de Maria. Já se passavam algumas horas da ultima refeição. Uma senhora a olhar o relógio de pulso, de cabelos negros, presos ao alto da cabeça, usando uma saia até o joelho, blusa de alpaca, um casaquinho por sobre os ombros, carrega uma pequena bolsa amarela e uma pasta de elástico azul. Começa a chover lá fora. A expressão de preocupação da senhora se acentua. Pessoas não paravam de chegar ao local. Casos aos montes. Inúmeras consultas ao dia, acúmulo de papéis sobre o balcão e tantas outras questões pendentes a resolver. Há pressa, porém, a justiça é lenta.
Duas horas já se passaram e o numero correspondente à espera caíra para o numero vinte.
Era a vez da senhora do relógio. Com muito esmero, levanta-se devagar do banco. Aparentava ter 70 anos, sofridos. Não se demora e quando sai da sala, a expressão de sua face cansada não era boa. Ficou uns minutos a olhar a chuva que cai e retirando o guarda-chuva da bolsa seguiu para a rua, até desaparecer.
julho 10, 2006
Vertente
-Ida: Às vezes (pensar), às vezes (agir), codificar meu espaço intrínseco, externar o que for possível.....ser
Buenas....
-Ivan: oh... mistério...
às vezes (difícil ser), às vezes (queria ser) pedra...
etre, to be, etc...
alors...
-Ida: O findar do tempo, voltas dadas
Flexível e esmero....
Éternité...
Há de vir...
-Ivan: eternidade
tempo infinito
ou
o fim do mesmo?
ha diferença?...
-Ida: Lascivo, outrém incrédulo...
O buscar o torna grande em peito
Caberás tamanha ousadia?
A quem me refiro com maestria??
-Ivan: lascivo
laço(s)
de vento
separado
pelo Atlântico
e um maestro
salgado - de batuta
imaginaria...
-Ida: FarWay!
Far Way...
Eqüidistante a divagar...
Esfera sem ponta, hei de encontrar-te
entrelinhas justificar...
-Ivan: de exilado
a durex
(fita escocesa em inglês)
as entrelinhas sempre aludem
a dor
e lagrimas
vide a mediocridade
do poeta-de-agua-doce!...
Ida: Sôfrego és o meu âmago
a ludibriar este cálice Dionísio
Oh ! Relutar este pleito...
Contragosto....
Brindemos!
Les Raisins!
Ivan: Dioniso ficou
no passado
“aussi les raisins”
a embriaguez necessária
vem de outras fontes
pois ela é essencial!
já dizia titio
Baudelaire...
Ida: Iepe! (Jepe)
Serei eu, essa tola fanfarrona!
Onde os tolos são coroados reis de fancaria!
A desfrutar da imagem do poder real
a ter
“Le Miserable dia"
Ivan: God Save the Queen!
garota fanfarrona
ferias são como
buracos negros
no ser mental e virtual
mas em janeiro
toca um despertador
numa segunda
Ida: "Le temps n'a toujours pas fini” ·
Ainda há tempo
em verso e prosa
há tempo...
Conheceis a métrica!"...
És o álamo que me sombreia
nos trajectos desses dias"
“Pausa poética”
-Ida: Às vezes (pensar), às vezes (agir), codificar meu espaço intrínseco, externar o que for possível.....ser
Buenas....
-Ivan: oh... mistério...
às vezes (difícil ser), às vezes (queria ser) pedra...
etre, to be, etc...
alors...
-Ida: O findar do tempo, voltas dadas
Flexível e esmero....
Éternité...
Há de vir...
-Ivan: eternidade
tempo infinito
ou
o fim do mesmo?
ha diferença?...
-Ida: Lascivo, outrém incrédulo...
O buscar o torna grande em peito
Caberás tamanha ousadia?
A quem me refiro com maestria??
-Ivan: lascivo
laço(s)
de vento
separado
pelo Atlântico
e um maestro
salgado - de batuta
imaginaria...
-Ida: FarWay!
Far Way...
Eqüidistante a divagar...
Esfera sem ponta, hei de encontrar-te
entrelinhas justificar...
-Ivan: de exilado
a durex
(fita escocesa em inglês)
as entrelinhas sempre aludem
a dor
e lagrimas
vide a mediocridade
do poeta-de-agua-doce!...
Ida: Sôfrego és o meu âmago
a ludibriar este cálice Dionísio
Oh ! Relutar este pleito...
Contragosto....
Brindemos!
Les Raisins!
Ivan: Dioniso ficou
no passado
“aussi les raisins”
a embriaguez necessária
vem de outras fontes
pois ela é essencial!
já dizia titio
Baudelaire...
Ida: Iepe! (Jepe)
Serei eu, essa tola fanfarrona!
Onde os tolos são coroados reis de fancaria!
A desfrutar da imagem do poder real
a ter
“Le Miserable dia"
Ivan: God Save the Queen!
garota fanfarrona
ferias são como
buracos negros
no ser mental e virtual
mas em janeiro
toca um despertador
numa segunda
Ida: "Le temps n'a toujours pas fini” ·
Ainda há tempo
em verso e prosa
há tempo...
Conheceis a métrica!"...
És o álamo que me sombreia
nos trajectos desses dias"
“Pausa poética”
julho 08, 2006
Meia-noite e meia, a lua alta pairava no céu. Os casarões da rua Quinze, refletiam o brilho dos peitoris e das frontarias cerres. Entre um esteio e outro, há pouca iluminação. Logo à frente, um vulto cruza a rua. Seus passos largos e oscilantes, revelam um homem embriagado. O rastro daquele homem, ficou no ar. O doce cheiro, indicava uma boa safra. Logo, a movimentação. Adentrando ao beco, a casa de varanda, única da ruela, abrigava corpos se exibindo a rua. A canção da vitrola, vinha ruidosa. O doce cheiro da boa safra misturava-se ao odor de corpos exaustos. Vozes frenéticas por todos os lados. Madame Lorry, esguia, de finos traços, segurando um cálice em uma das mãos, desce os três degraus, a segurar o corrimão, e vem para a rua, a espera do seu estimado. Verão. A noite é agradável. Uma hora antes, ela, a do corpo esguio, encontra-se nas dependências do bordel. Um homem com seu chapéu coco, paletó branco, portando algumas folhas secas de tabaco, preparando o fumo, é recebido pelo cafetão. Aponta para a garota que está sobre a soleira do quarto, a esperar. De sorriso tímido, o recebe em seu aposento. O homem pede o melhor vinho. Vinho é a especialidade da casa. A dama veste uma transparência vermelha. O meio fio do candelabro, desenha a silhueta. Aproximam-se. A água-de-cheiro, é envolvente. Dois toques a porta. O vinho. Embebedam-se. Seu corpo, coberto por transparência, faz o varão contorcer-se todo. Entre um cálice e outro, ele a possui. Exaustos, entregues a volúpia, o homem caminha ao toalete, lava-se e sai a acertar as contas. Ela, traga das folhas de rapé, bebe um gole de vinho e põe-se firme novamente. A dama das damas.
julho 07, 2006
O signo. Unidade principal constitutiva da linguagem humana, representada pela associação entre um significado e um significante, ou seja, entre um conceito e uma imagem acústica.
O mundo de ponta cabeça. Os pés tocam o chão e os cabelos voam. A água que sai da torneira, corre para cima, passa por sobre a boca.
O editor chefe, esbraveja em um novo idioma. Eu não o entendo. Ele exalta-se ainda mais. Em um único gesto, peço que se acalme. A explicação porem, vem a ser mais contundente. Balanço, a cabeça, um sinal.
No outro dia.
É preciso concertar a torneira. A rua não é nada familiar, a não ser o Jeremias, a pedir seus trocados na alameda vinte e cinco. Entre um passo e outro, estou na fortaleza. Estou a adentrar e barrado eu fui. O porteiroinforma: - Seu Amador, o Gringo forassaltado! Reagiu e queimadofoi!
Oras! Essa língua eu entendia! Meu chefe, a sete palmos abaixo da terra!
As flores caem para o céu. Busco a informação num jornal qualquer. Eu não era o dono daquela matéria, não tivera tempo. A rua é a mesma, as pessoas não. Jeremias, suas moedas caem para o alto.
O alto. Para onde vamos?
O mundo de ponta cabeça. Os pés tocam o chão e os cabelos voam. A água que sai da torneira, corre para cima, passa por sobre a boca.
O editor chefe, esbraveja em um novo idioma. Eu não o entendo. Ele exalta-se ainda mais. Em um único gesto, peço que se acalme. A explicação porem, vem a ser mais contundente. Balanço, a cabeça, um sinal.
No outro dia.
É preciso concertar a torneira. A rua não é nada familiar, a não ser o Jeremias, a pedir seus trocados na alameda vinte e cinco. Entre um passo e outro, estou na fortaleza. Estou a adentrar e barrado eu fui. O porteiroinforma: - Seu Amador, o Gringo forassaltado! Reagiu e queimadofoi!
Oras! Essa língua eu entendia! Meu chefe, a sete palmos abaixo da terra!
As flores caem para o céu. Busco a informação num jornal qualquer. Eu não era o dono daquela matéria, não tivera tempo. A rua é a mesma, as pessoas não. Jeremias, suas moedas caem para o alto.
O alto. Para onde vamos?
julho 06, 2006
A saga de Maria, parte 2.
Maria está com o coração apertado. Pensa em dar cabo à própria vida. Para quê tanto sofrimento? Não, Maria! Não foi assim que aprendeu. Levanta a cabeça.! Após a flechada transpassar o peito, sangra muito, e ainda vive! Não lhe atingiu o coração.
Procura auxilio. De porta em porta, pede informação. Nem todos a atendem. Pensam que Maria, está ali a troco de água e pão. Que fosse! Ela e seu pequenino. O cansaço a atinge. O tornozelo inchado, marcas na face, revela um pouco de Maria. E quantas são Maria por este mundo a fora? A dificuldade aumenta. Nota-se pela jornada. E Maria é ouvida! Um homem, vestido de branco, que carrega no peito um coração de ouro, segura o papel nas mãos, e o lê para Maria. Nada boas são as noticias. Ela não tem um puto se quer para pagar as despesas imposta por lei. Mais uma vez, o destino, ingrato foi. Espere, Maria! Vá a procuradoria geral! Aqui está o endereço... e Maria se foi.
Ah! Os pensamentos assolam Maria! De mãos dadas, Maria e o pequenino voltam para casa. Não foi desta vez. Quem sabe no dia seguinte, Maria? Desanime, não.
Santinho:
Faleceu HOJE, às 10:00 horas, com 23 anos a
Sra.
MARIA DA GRAÇA REDENTOR
Viúva de José do Reis Redentor
Deixa o filho Jesus Felipe Redentor. Deixa ainda
Irmãos, cunhados, sobrinhos, demais parentes e
Amigos. A falecida residia a Rua Esperança, s/nº-
Jarinu. Seu corpo está sendo velado no Velório
Municipal- Sala 12 e HOJE, às 17:00 horas, será
Sepultado no Cemitério Nossa Senhora do Desterro
A família enlutada antecipa os agradecimentos
As pessoas amigas que se fizeram presentes aos atos.
Mal pressagio. O arrepio subiu dos pés a cabeça. Era necessário encarar o problema e enfrentá-lo de frente. Quem sabe no amanhã, eu tenho mais sorte- assim refletiu Maria.
Maria está com o coração apertado. Pensa em dar cabo à própria vida. Para quê tanto sofrimento? Não, Maria! Não foi assim que aprendeu. Levanta a cabeça.! Após a flechada transpassar o peito, sangra muito, e ainda vive! Não lhe atingiu o coração.
Procura auxilio. De porta em porta, pede informação. Nem todos a atendem. Pensam que Maria, está ali a troco de água e pão. Que fosse! Ela e seu pequenino. O cansaço a atinge. O tornozelo inchado, marcas na face, revela um pouco de Maria. E quantas são Maria por este mundo a fora? A dificuldade aumenta. Nota-se pela jornada. E Maria é ouvida! Um homem, vestido de branco, que carrega no peito um coração de ouro, segura o papel nas mãos, e o lê para Maria. Nada boas são as noticias. Ela não tem um puto se quer para pagar as despesas imposta por lei. Mais uma vez, o destino, ingrato foi. Espere, Maria! Vá a procuradoria geral! Aqui está o endereço... e Maria se foi.
Ah! Os pensamentos assolam Maria! De mãos dadas, Maria e o pequenino voltam para casa. Não foi desta vez. Quem sabe no dia seguinte, Maria? Desanime, não.
Santinho:
Faleceu HOJE, às 10:00 horas, com 23 anos a
Sra.
MARIA DA GRAÇA REDENTOR
Viúva de José do Reis Redentor
Deixa o filho Jesus Felipe Redentor. Deixa ainda
Irmãos, cunhados, sobrinhos, demais parentes e
Amigos. A falecida residia a Rua Esperança, s/nº-
Jarinu. Seu corpo está sendo velado no Velório
Municipal- Sala 12 e HOJE, às 17:00 horas, será
Sepultado no Cemitério Nossa Senhora do Desterro
A família enlutada antecipa os agradecimentos
As pessoas amigas que se fizeram presentes aos atos.
Mal pressagio. O arrepio subiu dos pés a cabeça. Era necessário encarar o problema e enfrentá-lo de frente. Quem sabe no amanhã, eu tenho mais sorte- assim refletiu Maria.
julho 05, 2006
1ºpasso- O desejo.
Ao ser impulsionada, por uma pequena alavanca cerebral, dirige-me ao toca cd e executei o mesmo que ali se encontrava.
Os espelhos na sala, estrategicamente postos. Dois, para ser precisa. Um, na linha do chão, o outro mais ao alto. A musica, inicia-se.
Movimentos rítmicos, leves e soltos, o começo. Ao chão, pés para quem os tem. O corpo, ao acaso, ao chão também. A mão, que sai da linha do ventre e percorre suavemente o topo da cabeça. Em seguida, a mesma, à direita, retorna em movimentos leves, como que buscando a esquerda, esquecida na linha outrora.
Ouço o estrondo. Parece ser chuva, desde ontem à noite.
Simultâneas as duas, percorrem leves ao eixo central, aos poucos o embalo, posiciono-me com um dos pés à frente. Aos poucos, o corpo, toma forma e movimenta-se. O chão é pouco. Os pés voltam a pisar. Pausa.
É intrigante, como ritmos fora de hora, conseguem me incomodar.
O chão, uso-o como o limite. O limitador. O limiar de tudo. Incrível. Retratar, não é o mesmo que viver. Do chão ergue-se uma diva. Com passos, firmes e precisos, às vezes, apenas os dedos do pé o tocam. As mãos percorrem soltas. Enamoradas. Voam livres. Pés à frente, pés atrás, ocupo delicadamente as laterais em rodopios. A outra face encoberta, o espelho revela.
2º- A musica.
Como retratar sem citar. O ritmo é suave, o tempo todo. Com pequenas variações. O canto, sai da boca da interprete, doce, terno. Plausível. Como imaginar, sem as devidas referencias? Se comparar com anjos cantando, esqueça, desconheça os anjos. Tudo se torna mais difícil. E a musica, flui mentalmente...
O dia de domingo, o entardecer de um domingo. Quando olho pela janela e vejo seus últimos raios, ouço o silencio adentrando a atmosfera e o azul celeste varia em tons de rosa, amarelo e laranja. Há harmonia. A sensação de bem estar é outra indescritível. Pausa. Preciso reviver, a continuar.
Ao ser impulsionada, por uma pequena alavanca cerebral, dirige-me ao toca cd e executei o mesmo que ali se encontrava.
Os espelhos na sala, estrategicamente postos. Dois, para ser precisa. Um, na linha do chão, o outro mais ao alto. A musica, inicia-se.
Movimentos rítmicos, leves e soltos, o começo. Ao chão, pés para quem os tem. O corpo, ao acaso, ao chão também. A mão, que sai da linha do ventre e percorre suavemente o topo da cabeça. Em seguida, a mesma, à direita, retorna em movimentos leves, como que buscando a esquerda, esquecida na linha outrora.
Ouço o estrondo. Parece ser chuva, desde ontem à noite.
Simultâneas as duas, percorrem leves ao eixo central, aos poucos o embalo, posiciono-me com um dos pés à frente. Aos poucos, o corpo, toma forma e movimenta-se. O chão é pouco. Os pés voltam a pisar. Pausa.
É intrigante, como ritmos fora de hora, conseguem me incomodar.
O chão, uso-o como o limite. O limitador. O limiar de tudo. Incrível. Retratar, não é o mesmo que viver. Do chão ergue-se uma diva. Com passos, firmes e precisos, às vezes, apenas os dedos do pé o tocam. As mãos percorrem soltas. Enamoradas. Voam livres. Pés à frente, pés atrás, ocupo delicadamente as laterais em rodopios. A outra face encoberta, o espelho revela.
2º- A musica.
Como retratar sem citar. O ritmo é suave, o tempo todo. Com pequenas variações. O canto, sai da boca da interprete, doce, terno. Plausível. Como imaginar, sem as devidas referencias? Se comparar com anjos cantando, esqueça, desconheça os anjos. Tudo se torna mais difícil. E a musica, flui mentalmente...
O dia de domingo, o entardecer de um domingo. Quando olho pela janela e vejo seus últimos raios, ouço o silencio adentrando a atmosfera e o azul celeste varia em tons de rosa, amarelo e laranja. Há harmonia. A sensação de bem estar é outra indescritível. Pausa. Preciso reviver, a continuar.
julho 04, 2006
Há dias que a rotina é a mesma. Há dias que mudou a cena. A sala. Ela na sala, ele na alcova. O sofá e o edredom, o suficiente para o descanso do seu corpo cansado. O despertador. Seis horas, toca, o barulhinho irritante e continuo cessa. O despertar. Calça o chinelo de dedos, afofa o travesseiro, dobra em 3 partes iguais o acolchoado e pronto! A primeira tarefa está cumprida. Ainda há silencio no interior. O gato, o seu leal companheiro, irrompe o seu caminho a latrina. Também pudera! A vasilha de comida está vazia! A água sobre a chaleira, ao fogo está. A garrafa térmica é preparada para receber a substancia e interrompe ao lembrar-se de si. O tempo passa. Está frio lá fora. O longo cabelo escovado, recebe o costumeiro tratamento. Separado em três partes iguais, com as mãos o trança da raiz as pontas. A água ferve. O pó do café com a água quente, fazem o aroma saltar as narinas. O relógio, é o grande vilão da historia. Toma o café, entra no quarto, despe-se, usa as mesmas roupas do dia anterior e leva consigo um violão. Caminha por entre os cômodos. Olha entre a porta aberta do quarto da criança, que se mexe lentamente e sai em direção à porta de entrada, com o cigarro já aceso a boca. Vai a missa.
julho 03, 2006
O homem e a tempestade.
É noite. Seus olhos, não vêem nada. O que o guia é o rádio e a velha bússola.
O medo torna-se seu grande inimigo. O ruído se passa lá fora.
Ele está ficando velho e cansado. O espelho não mente.
Calça as botas, e com o jornal embaixo do braço, escolhe o melhor lugar a sombra para ler. Era preciso concertar a torneira, ele pensa. Adiante, está Tião, o dono das invenções. Ele pendura uma boneca inflável e arremessa-a do 10º andar. Ela, deslizante por sobre o fio.
Uma cama, um espelho. Os vultos assolam seus pensamentos. Não consegue dormir. Teve um pesadelo com a boneca do Tião, ela emitia sons por sua boca plástica, como quem quer dizer alguma coisa e não consegue. E o homem volta a dormir. Ah! A velha e boa sereia do mar, o visita, o solitário lobo. Ela não arrasta a calda, os passos percorrem a areia e ele a segue.
Seus olhos vêem o mar. A manhã está clara. Há movimentação no cais. A marina recebe as embarcações de desporto. As velhas embarcações atracam na estiva. O apear-se do comboio dos cargueiros, marinheiros a povoar.
O som que a mente apavora é o Jazz. Uma ultima lembrança precede o naufrágio.
Moon river, wider than a mile,
I'm crossing you in style, some day.
Oh,you dream maker, you heart breaker,
Wherever youre goin, Im goin your way.
Two drifters, off to see the world,
There's such a lot of world to see.
Were after the same rainbows end,
Waitin round the bend,
My huckleberry friend,
Moon river, and Me
É noite. Seus olhos, não vêem nada. O que o guia é o rádio e a velha bússola.
O medo torna-se seu grande inimigo. O ruído se passa lá fora.
Ele está ficando velho e cansado. O espelho não mente.
Calça as botas, e com o jornal embaixo do braço, escolhe o melhor lugar a sombra para ler. Era preciso concertar a torneira, ele pensa. Adiante, está Tião, o dono das invenções. Ele pendura uma boneca inflável e arremessa-a do 10º andar. Ela, deslizante por sobre o fio.
Uma cama, um espelho. Os vultos assolam seus pensamentos. Não consegue dormir. Teve um pesadelo com a boneca do Tião, ela emitia sons por sua boca plástica, como quem quer dizer alguma coisa e não consegue. E o homem volta a dormir. Ah! A velha e boa sereia do mar, o visita, o solitário lobo. Ela não arrasta a calda, os passos percorrem a areia e ele a segue.
Seus olhos vêem o mar. A manhã está clara. Há movimentação no cais. A marina recebe as embarcações de desporto. As velhas embarcações atracam na estiva. O apear-se do comboio dos cargueiros, marinheiros a povoar.
O som que a mente apavora é o Jazz. Uma ultima lembrança precede o naufrágio.
Moon river, wider than a mile,
I'm crossing you in style, some day.
Oh,you dream maker, you heart breaker,
Wherever youre goin, Im goin your way.
Two drifters, off to see the world,
There's such a lot of world to see.
Were after the same rainbows end,
Waitin round the bend,
My huckleberry friend,
Moon river, and Me
julho 02, 2006
Lourenço trabalhava há 11 anos na Viação Jundiaiense. Sempre foi considerado um bom funcionário, mas de forte personalidade. O noticiário. Motorista é morto após discutir com passageiro. O homem, o pai de família, incumbido de responsabilidades, com seu martelo em punho, no quintal dos fundos, suspende por uns minutos sua atividade:
- É, está cada vez mais difícil de se viver tranqüilo! A mulher a cozinhar, debruçasse na janela a espiar e lamenta o remate: - É realmente! Está difícil!
Ele, a vitima, vitima do seu trabalho árduo, pagina do jornal de hoje. Ele, que na véspera, almoça com sua esposa, bebe um copo d’água e lê o jornal. Pagina policial, sua favorita.
Logo, pensa: -Triste é o fim dos jovens! Não chegam a completar a data que tenho! Estou a fazer 45! Lamentável! Trocam farpas, o motivo são as drogas ou não. E sacam suas pistolas, sem chance do outro a defesa! Jovens!
Eu, que estava a participar da conversa de quintal, a balançar, imagino a saga de seu Lourenço, e me vejo nesta grande prisão domiciliar. De meias e chinelinho rosa, adentro a casa, para almoçar.
Estes, jovens! Jamais chegarão à idade que tenho!
- Hei, seu motorista! Para onde segue o itinerário?
- Leia a placa, rapaz!
O ônibus, segue o curso, até a Vila Lacerda. Após trocarem desavenças, o rapaz desce, saca a arma e a dispara.
- É, está cada vez mais difícil de se viver tranqüilo! A mulher a cozinhar, debruçasse na janela a espiar e lamenta o remate: - É realmente! Está difícil!
Ele, a vitima, vitima do seu trabalho árduo, pagina do jornal de hoje. Ele, que na véspera, almoça com sua esposa, bebe um copo d’água e lê o jornal. Pagina policial, sua favorita.
Logo, pensa: -Triste é o fim dos jovens! Não chegam a completar a data que tenho! Estou a fazer 45! Lamentável! Trocam farpas, o motivo são as drogas ou não. E sacam suas pistolas, sem chance do outro a defesa! Jovens!
Eu, que estava a participar da conversa de quintal, a balançar, imagino a saga de seu Lourenço, e me vejo nesta grande prisão domiciliar. De meias e chinelinho rosa, adentro a casa, para almoçar.
Estes, jovens! Jamais chegarão à idade que tenho!
- Hei, seu motorista! Para onde segue o itinerário?
- Leia a placa, rapaz!
O ônibus, segue o curso, até a Vila Lacerda. Após trocarem desavenças, o rapaz desce, saca a arma e a dispara.
julho 01, 2006
Sem reestruturar. Recordar. A faltar os rabiscos.
Morrendo se foi um dia
Alguém que me fez chorar
As lágrimas, o pensamento
Na memória, o luar
Suave voz morena
Fez morada em meu coração
E enterrado foi aquele
Que um dia me estendeu a mão...
Refr.:
-Vivo da dor, a dor do amor
-Um dia se fez, no outro se foi...
Palavras escritas em 99. É o que eu me recordo. E queimadas em 2003.
Sou impar, impar, impar. Sem par.
Fivela, moeda e um cubo. A cabeceira da cama.
Chove lá fora.
Falha a caneta. Amontoados de panos me esquentam. Preciso de no mínimo, baixa iluminação. O fluir.
Sons variados. Variados sons.
A água batendo na telha. Na radio, uma canção qualquer. O respirar. E oculto está o grunhido. Cachorros uivam, estes grunhem. Ouçam, ouçam os pensamentos. Barulhos de latas, batendo. Deveras. É o aparador e suas tralhas empilhadas.
Preciso de um protetor auricular. Mas como emudecer as palavras da mente? Somente com a junção, papel e caneta. Porém, tudo é tão diverso e fluem tanto. Ouçam!
O cheiro. Eu não o sinto. Isso foi processado enquanto escrevo. Uma observação sobressalente daquele que se formou, junto com os demais órgãos, ainda no ventre uterino. O cérebro. O cheiro. Ouçam! Há repetição de palavras. Eu sei, é intencional. A tinta. A caneta. Redescobrir seu lugar. Enfrentando o dia-a-dia...
Obs. São validos os rascunhos, este por exemplo.
Morrendo se foi um dia
Alguém que me fez chorar
As lágrimas, o pensamento
Na memória, o luar
Suave voz morena
Fez morada em meu coração
E enterrado foi aquele
Que um dia me estendeu a mão...
Refr.:
-Vivo da dor, a dor do amor
-Um dia se fez, no outro se foi...
Palavras escritas em 99. É o que eu me recordo. E queimadas em 2003.
Sou impar, impar, impar. Sem par.
Fivela, moeda e um cubo. A cabeceira da cama.
Chove lá fora.
Falha a caneta. Amontoados de panos me esquentam. Preciso de no mínimo, baixa iluminação. O fluir.
Sons variados. Variados sons.
A água batendo na telha. Na radio, uma canção qualquer. O respirar. E oculto está o grunhido. Cachorros uivam, estes grunhem. Ouçam, ouçam os pensamentos. Barulhos de latas, batendo. Deveras. É o aparador e suas tralhas empilhadas.
Preciso de um protetor auricular. Mas como emudecer as palavras da mente? Somente com a junção, papel e caneta. Porém, tudo é tão diverso e fluem tanto. Ouçam!
O cheiro. Eu não o sinto. Isso foi processado enquanto escrevo. Uma observação sobressalente daquele que se formou, junto com os demais órgãos, ainda no ventre uterino. O cérebro. O cheiro. Ouçam! Há repetição de palavras. Eu sei, é intencional. A tinta. A caneta. Redescobrir seu lugar. Enfrentando o dia-a-dia...
Obs. São validos os rascunhos, este por exemplo.

